Com o tempo você descobre que ficar mais velho não muda muita coisa. E que fazer aniversário não vai te fazer acordar diferente. Que usar maquiagem não muda os seus gostos, e que usar salto alto não tira o seu desejo de brincar.
Com o tempo você descobre que crescer nem sempre muda as suas vontades, mas, com certeza, mudam as suas responsabilidades. Que ficar mais alto não te faz ser menos criança, e muito menos te faz mais adulto.
Com o tempo você percebe o quanto você foi infantil ao se achar grande e que, na verdade, você é menor do que imagina. Aprende que a vida é imprevisível e que ela sempre pode te dar uma rasteira. Descobre o quanto os seus pais tinham razão e também o quanto eles foram imaturos, afinal, pais são humanos, também erram e são surpreendidos pela vida.
Com o tempo você descobre que a vida é feita pra ser vivida e não sobrevivida, mas que a grande questão encontra-se no descobrir o que é viver. Porque planos são apenas sonhos e viver de sonhos não passa de uma ilusão, você não sabe o que o futuro lhe reserva. Mas, em contrapartida, aprende que esperar a vida acontecer não inibe as suas responsabilidades e que esperar que as oportunidades o encontrem causam grandes vazios.
O tempo ensina que ser sustentado na vida é motivo de vergonha e que bom mesmo é ter as nossas próprias conquistas. Que orgulhar-se de si mesmo é a melhor sensação que podemos ter, pois estar satisfeito consigo é uma retroalimentação, é o que nos dá forças pra enfrentar as dificuldades e seguir em frente. Que a esperança é realmente a última que morre, pois ela sempre vai te apontar um motivo pra não desistir.
Com o tempo você percebe que muito em você mudou, mas que muito em você, inexplicavelmente, continua igual. Que nem mesmo as experiências, nem mesmo as vivências foram capazes de transformá-lo por completo. E que as lembranças são as maiores provas disso. Porque em alguns momentos você faz associações e sente doce gosto do passado, e sente vontade de revivê-lo. Ou, então, que aquilo que tanto te doeu e que sentiu dificuldade de aceitar, foram só momentos e que te renderam um bom amadurecimento. Uma outra perspectiva sobre a sua própria vida.
Por fim você percebe que aquelas rugas no rosto e os fios brancos de cabelo indicam apenas a passagem do tempo, mas que no fundo, no fundo, todos ainda são aquelas crianças que um dia foram jovens.
quarta-feira, maio 14, 2008
domingo, abril 13, 2008
Sem Saída
Estática.
Sem o canto dos pássaros a minha trilha inexiste no espaço
O universo infinito e finito
se amplia na escuridão e se resume num ponto.
Sem saída:
Me vejo numa gaiola fechada
Sem portas, janelas
Sem nada.
Apenas entre quatro paredes
Ecoando o silêncio em meus ouvidos
Me alimentando de melancolia
Estática
Sem saída
Atada
Caída
...
Rastejando com um réptil imundo
suja de terra e de lama
topando entre as pedras
procurando cavernas
buracos quaisquer...
Estática
Inibida
Atada
Caída
...
Queria poder ignorar o mundo
Mudar meus rumos
Me bastar
Ser uma ilha
Mas qual super-herói o é?
Menos ainda eu, um simples mortal
Estática
Atada
Inibida
Algoz
Vítima
Caída
SEM saída!
Escrito por: Nicole Príncipe
06/12/2006
Sem o canto dos pássaros a minha trilha inexiste no espaço
O universo infinito e finito
se amplia na escuridão e se resume num ponto.
Sem saída:
Me vejo numa gaiola fechada
Sem portas, janelas
Sem nada.
Apenas entre quatro paredes
Ecoando o silêncio em meus ouvidos
Me alimentando de melancolia
Estática
Sem saída
Atada
Caída
...
Rastejando com um réptil imundo
suja de terra e de lama
topando entre as pedras
procurando cavernas
buracos quaisquer...
Estática
Inibida
Atada
Caída
...
Queria poder ignorar o mundo
Mudar meus rumos
Me bastar
Ser uma ilha
Mas qual super-herói o é?
Menos ainda eu, um simples mortal
Estática
Atada
Inibida
Algoz
Vítima
Caída
SEM saída!
Escrito por: Nicole Príncipe
06/12/2006
domingo, abril 06, 2008
Cegueira
Um homem acorda cego.
Em meio a tanta escuridão, desesperado, ele grita.
De repente, surge uma luz.
Alguém abriu a porta.
Moral da história: No desespero, não enxergamos as saídas, mas sempre existe uma luz no fim do túnel.
Em meio a tanta escuridão, desesperado, ele grita.
De repente, surge uma luz.
Alguém abriu a porta.
Moral da história: No desespero, não enxergamos as saídas, mas sempre existe uma luz no fim do túnel.
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